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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Secretaria de Educação de Teresópolis convoca profissionais de ensino para debater homofobia

Sula Dutra, psicóloga do centro de referência Serrana 1, fala sobre homofobia
Secretaria de Educação convoca profissionais de ensino para debater homofobia

Teresópolis, 29 de outubro de 2013 - Com o objetivo de se construir uma Escola que respeite a diversidade e não tolere situações de bullying e desrespeito as minorias, a Secretaria Municipal de Educação recebeu seus orientadores pedagógicos do segundo segmento, coordenadores do projeto Mais Educação e convidados, em seu auditório no Ed. Apa, para discutir aspectos dos direitos e liberdades individuais. O encontro foi conduzido por profissionais do Programa Rio Sem Homofobia, do governo do Estado do Rio de Janeiro.

“Não viemos discutir se a pessoa gosta ou não da homossexualidade, bissexualidade e das questões ligadas à identidade de gêneros. Viemos falar da homofobia, que significa a intolerância em relação à diversidade sexual e de gêneros. Ser homofóbico significa repudiar, odiar, discriminar, temer ou ter aversão a lésbicas, gays, travestis e transexuais. E essa atitude infelizmente está ligada à violência”, explicou Sula Dutra, psicóloga do centro de referência Serrana 1.

O encontro teve como finalidade fornecer elementos teórico-práticos para que os profissionais de Educação possam pautar o exercício de suas atividades no respeito aos direitos e liberdades individuais, conscientizando-se de sua capacidade de promover e proteger os direitos humanos das minorias. Para isso, foram abordados aspectos teóricos, legais e de saúde.

“Essa não é apenas uma questão de Teresópolis ou Rio de Janeiro, mas cultural. Nós educadores determinamos para nossos alunos o que pode ou não ser debatido na escola. Não se pode formar pessoas éticas e sem preconceitos, sem levantar certas questões”, lembrou a professora Adriana Vital Santana.

No Brasil, a homofobia ainda não é tipificada como crime, como já acontece com o racismo, a violência contra a mulher, a criança e os idosos. Contudo, mesmo que não haja legislação específica, a Constituição Brasileira ampara os direitos fundamentais de todas as pessoas.

“O que precisamos é que a sociedade aprenda a se comunicar de uma forma mais amável, uns com os outros. E tudo começa com o professor. Além da violência física, o preconceito e a discriminação contra população de lésbicas, gays, travestis e transexuais restringem os direitos de cidadania. Um ambiente de violência gera violência e o educador não pode permitir que isso aconteça em sua sala de aula”, alertou a assistente social Ana Lívia Ramalho.

Para finalizar, o presidente do Grupo Diversidade Teresópolis, Luciano Lima, lembrou que o Centro de Cidadania LGBT – Serrana 1 está à disposição para dúvidas e orientações através do e-mail:friburgo.lgbt@hotmail.com ou do telefone (22) 2523-7907. “O Programa Estadual Rio Sem Homofobia visa combater a discriminação e a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, e promover a cidadania dessa população no Estado, respeitando suas especificidades através da informação”, resumiu Luciano.
 Orientadores pedagógicos do segundo segmento, coordenadores do projeto Mais Educação e convidados participaram do encontro na SME
Luciano, Ana Lívia e Sula, membros do Centro de Cidadania LGBT – Serrana 1 falam aos educadores de Teresópolis

Texto e fotos: Marcelo Ferreira
Fonte:Assessoria de Comunicação de Teresópolis

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